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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

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Sabia que não ia deixar ele publicado...

Falar das minhas fraquezas (sim, fraquezas, não "fragilidades") é difícil... Mexe em lugares recônditos em mim...

Eu precisava escrever pra tentar organizar o pensamento... Eu precisava ler... E li! Em voz alta pra que ficasse nos olhos, nos ouvidos e eu não pudesse fugir... Mas... Eu fugi!

Como bem disse Lulu: "O que eu ganho, o que perco, ninguém precisa saber"...

Eu sempre vou ter uma "máscara" para cobrir meu verdadeiro sentir... Sempre!

No fim, eu não tenho opção se não seguir... Eu não tenho escolha... Nunca tive, não é mesmo?

Abatida, rastejante, machucada, eu sempre segui...

Não  tenho tempo de parar pra curar nada...

Infelizmente (muito mesmo), eu não vou parar... 

Eu não posso... 

Eu ouço o que meu corpo grita, mas não posso parar...

Se a vida vai me "parar", eu não sei... Por hora ela só me cobra, me aperta, me empurra...

Eu precisava "me ler"...

Saber, eu sei... Mas não há o que fazer...

Em frente, Menina... Enfrente!!!

E o baile vai seguir... 

(Não depende de mim Vida... Entenda de uma vez por todas... Eu vou seguir até onde meu corpo aguentar... 😟 )

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Respondendo, em partes rs...

Outro dia recebi um comentário perguntando sobre "desamar"... Pensei mil coisas pra responder... Anotei, fiz conexões mentais e tava esperando o momento de sentar e fazer o post... Daí veio ontem... kkk

Tava eu lavando uma pilha de louça, correndo por ter que levar minha filha a Feirta do Livro, ouvindo minha boas músicas e buuuummm... A resposta me pareceu tão obvia... Kkkkkkk...

Tava ouvindo o álbum acústico do Só Pra Contrariar (do ano de 2002)...

A resposta:

Você tem um sentimento forte, que durou/dura muitos anos? Não sabe se ele ainda existe mesmo ou se é invenção da sua mente? Vamos lá...

Vai pra um canto que você possa ficar só com seus pensamentos, busca lembranças com a pessoa em questão, coloca esse álbum pra tocar, presta atenção nas letras, internaliza as mensagens...

O que você sentiu? Mexeu com você? Qual a intensidade da sua memória desse sentimento/alguém?

Faça a análise e chegará a sua própria conclusão... Nem precisa de terapia... Rsrs...

Fiz a minha e kkkkk... Só curti o som mesmo kkkkk...

Vai lá agora e faz a tua reflexão...

Vou deixar um aperitivo... Vai no youtube e acha o resto rs.


Depois manda outro comentário me dizendo se desamou ou se sentiu... Se bem que acho que homem nem tem coração kkkkk... 

(Falei e saí correndo kkkkkkkkkkkk)

Obs.: Mas não tome nada alcoolico não, isso pode interferir gravemente no experimento kkkkk...

Beba água e tá liberado pra chorar se quiser...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 28 de abril de 2025

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Para sua reflexão...



Já deu 3 voltas em torno de si hoje?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Depois do debate de ontem lembrei de uma coisa que eu guardei uns 4 anos e queria dizer agora...


Chuuuuuuuuuuuuppppaaaaaa eleitor babaca que defendeu Marina (na eleição de 2010 e provavelmente nessa) e sua "nova política"...

Hahahahahahahahahahahahahaaaaa...

Eu ri muito lembrando do discurso inflamado, da briga e do "xilique"...

Toma na cara agora... 

Vai crescer, estudar história, mergulhar na realidade e depois vem discutir política comigo...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....

Essa mania que "alguns" tem de SEMPRE usar os caminhos mais fáceis pra defender seus "pontos de vista"...

Arruma a mala de novo e foge... Porque se fosse eu ia esconder minha cara mais fundo do quê a camada do pré-sal...

Eu voto em Dilma, eu acredito em Dilma e eu tenho consciência critica pautada em fatos, não em "oba oba oba aê"...


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

E andando por aí acabei encontrando uma grande verdade...



(Infelizmente muita gente troca AMOR por sexo... Só esquece que, no fim, o desejo passa e só fica o vazio.. A grande pergunta é: O que fica na sua mente quando está só você e seus pensamentos? #pensemnisso...)

terça-feira, 29 de abril de 2014

E pra ter certeza de que é pra sempre...

...Quebrei em muitos pedaços...

Parece silêncio mas é dor...
Parece apatia mas é tristeza...
Parece gota de chuva mas é choro doído...
Parece estupidez... E é...

Adeus mundo dos sentimentos...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

E eu preciso falar... Preciso muito... Pra ver se paro de chorar...

São quase duas da madrugada... E desde cedo não consigo parar de chorar... Me tranquei no quarto... Me tranquei dentro de mim... E chorei, chorei, ainda choro...

Meu Deus, quantos tropeços na minha vida... Quantos tropeços... Quanta decepção...

Me dei conta, agora a pouco, como todo mundo que passou em minha vida me destruiu um tanto...

Eu acreditei "neles" e "eles" (todos) me feriram de alguma maneira...

Um me roubou a pureza e os sonhos... Outro me roubou a fé... Outro me roubou a auto-estima... E o outro? Ah o outro... O outro me roubou todo resto... Me roubou o pouco que consegui esconder, o pouco que ainda ninguém conhecia... 

Foi como se só restassem "meias paredes" e um trator passasse e destruísse todo resto... Os restos de mim...

Tô me sentindo tão triste, tão machucada, tão dolorida... (e eu que achava que já conhecia a escuridão...)

Todos descobriram meus pontos fracos e me espezinharam...

E eu acreditei... De verdade, eu acreditei...

Todos juravam que era amor... Todos me juraram amor... De todos restou a dor...

Hoje sou um tecido remendado, um ser desfigurado, costurado, cheio de cicatrizes...

Hoje eu tô me sentindo a pior das criaturas... A mais imunda delas...

Talvez essa hemorragia que tive hoje seja apenas o sangue de minhas chagas escorrendo...

E a todos eles eu me dei com tanta verdade... Um deles eu escolhi amar...

Tão diferentes... TÃO IGUAIS...

Não deveria chorar mas não consegui conter... A tristeza transbordou...

Eles bateram demais em mim, imaginando que sou mais forte do que realmente sou...

Hoje eu olho pra eles e vejo o quanto de maldade tinham no coração... 

Me cercaram, ludibriaram, envolveram e TODOS ELES me trocaram... Como se eu fosse um trapo velho, destes que você troca até pela primeira banana podre que aparece... 

Dos quatro, três voltaram com o tempo, pediram perdão, dizendo me querer de volta... Como se dissessem: "te deixei aí, trapo velho e hoje, mil anos depois, você tem que continuar como eu te deixei, no chão, e eu surjo como tua salvação, e tu tens que ser grata por eu ainda te querer"...

Deus me fez tirar forças de não sei onde e aos três eu disse não...

Hoje o número quatro terminou de me ferir, me colocando em situações complicadas, mentindo, enganando, envolvendo e cuspindo em mim como os outros três também fizeram... (Essa história eu já vivi, já sofri, já conheço... Pela quarta vez...)

Pior é saber que você não é forte, que você não tem uma caixa mágica de onde saia a solução das coisas, que seu coração sangra (talvez a hemorragia seja disso) e que você sequer pode dizer nada...

Porque as pessoas sentem tanto prazer em me colocar em apuros? Em me ferir descaradamente?

Se hoje eu não tivesse minha filha talvez não estivesse mais aqui pra cuspir tudo isso...

Deus soube escolher bem o "motivo" que me deu pra viver... Embora eu pague um alto preço por isso...

E eu que só queria uma família, um lar, um amor... Eu que quis tanto amar fui destruída por acreditar que amar e ser amada fosse possível...

Que Deus me auxilie a limpar essas chagas, a vencer esses problemas, a pagar o preço de mais uma "desventura de amor"...

Aproveita Senhor e faz parar sangrar de verdade... 

Aproveita Senhor e... Faz um milagre em mim...

Uma noite triste... Uma vida triste...

Me ajuda Senhor a vencer tudo isso... Me ajuda...

Sara meu corpo, minh'alma e coração...

Se não pode ser, por Teu Filho, tira de mim...

Tira de mim...


domingo, 23 de março de 2014

Uma análise que também já fiz... Abre-se mão muito fácil daquilo que, outrora, chamaram de amor.. Ótimo texto...

"Amor Líquido"

A tese de Bauman em seu livro "Amor Líquido" é que vivemos em um mundo onde as relações escorrem, elas não são solidas, duráveis. O amor, nesse mundo por ele retratado é, portanto, amor líquido. Para ele estamos na era do Homo consumens em que os bens e as relações são usáveis e descartáveis a fim de abrir espaço para outros bens e usos.

O homem moderno busca o outro pelo horror à solidão, mas a fragilidade das relações humanas é tanta que escorrem como água e procura-se manter este outro a uma distância que permita o exercício da liberdade e do descarte quando for conveniente.

Afirma Bauman: a mesma pessoa que no dia anterior disse “eu te amo – levanta-se da cama e exclama: acabou!

Como entender tal mistério? Como sobreviver depois deste salto? Ou seja a pessoa foi transportada do céu ao inferno em uma noite. O amor, dirá Bauman, “pode ser, e frequentemente é, tão atemorizante quanto a morte. [...] Assim, a tentação de apaixonar-se é grande e poderosa, mas também o é a atração de escapar.”

Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, o medo de amar e a solidão é o grito da hora. Será que o amor virou terror?

Vive-se no desejo de se ligar, mas paradoxalmente é imprescindível cortar a dependência, deve-se amar, porém sem muitas expectativas, pois elas podem rapidamente transformar um bom namoro num sufoco, numa prisão. Vive-se acreditando que o próximo parceiro(a) será melhor. Com isto, se entra e sai de casos amorosos com a mesma naturalidade em que se troca de roupa no fim do dia.

A conclusão não pode ser outra: a solidão.

Para amenizá-la se apega a contatos virtuais que possibilita com maior facilidade o descarte e a falta de vínculos “a solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar um terreno doméstico comum”, diz Bauman.

Crescem as redes de interatividade mundiais onde a intimidade pode sempre escapar do risco de um comprometimento, porque nada impede o desligar-se é onde se pode conectar e desconectar sem qualquer compromisso, promovendo relações fantasiosas superficiais protegidas pelo anonimato.

Para desconectar-se basta pressionar uma tecla; sem constrangimentos, pois não há o testemunho de lágrimas de lamúrias, nem se compartilha de prejuízos psíquicos.

Nas relações líquidas com seu formato relâmpago, não há tempo para o adiamento, para postergar a satisfação do desejo, nem para o seu amadurecimento. Desta forma é mais viável uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, do vinculo duradouro.

Os compromissos intensos e de longo prazo são uma armadilha a ser evitada. O compromisso fecha a porta para novas possibilidades (quem sabe, até melhores). Mantém-se então sempre a porta aberta.

Vive-se constantemente em expectativa de que o melhor está por vir e que há sempre algo melhor pelo que esperar desta forma as pessoas acabam desaprendendo o amor; tornam-se incapazes de amar.

A sensação de que se pode ser abandonado, substituído a qualquer momento, impede a entrega total – e, porque não se entrega totalmente, o amante parcial ou virtual vive na a constante sensação de que está vivendo um equívoco, ou que está esquecendo algo, deixando de experimentar alguma coisa. Isso faz com que o outro viva carregado de ansiedade.

Consideremos que o amor encontra seu significado não na posse das coisas prontas, completas e concluídas, mas no estímulo a participar da gênese dessas coisas. No amor cria-se o que vale a pena ser amado. Não existem pessoas prontas; mas se pode caminhar com elas rumo à maturidade sendo que neste caminhar as duas partes devem depositar suas pérolas.

O amor não é um caminho de pura satisfação, mas de transformação e realização. O amor não acontece na relação superficial, esporádica, virtual, meramente física, mas num relacionamento de proximidade que conduz à intimidade, em direção à profundidade do ser que ama.

É certo que nunca houve nem haverá receita universal para desfrutar dessa dádiva que é o AMOR, mas pode ser assertivo conviver com quem é prazeroso conversar!

Lourdes Andreto

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Queria conseguir escrever o "Post 900"... Não deu... Só me restou engolir em silêncio...


Por Enquanto


Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei
Que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era prá sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba...

Mas nada vai
Conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem...

Mesmo com tantos motivos
Prá deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta prá casa...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sobre vazios e “drops de hortelã”...


Estive pensando sobre mim e sobre as lacunas que trago na alma...

Certa feita alguém me disse: “Em breve esse vazio será preenchido por outras coisas”...

Engraçado pensar nisso... Como se um vazio especifico pudesse ser preenchido por uma coisa qualquer...

Não!

Como num quebra-cabeça, só existe uma peça especifica para cada espaço, uma parte exclusiva que, junto a outras, formam a cena completa...

Não adianta tentar que uma coisa ocupe o lugar de outra... Sempre haverá uma falha, uma lacuna, um espaço a ser preenchido...

Quando se ouve “certas verdades” mais uma peça da vida desaparece, mais um pedaço de si se destrói... Diluem-se as mais sutis esperanças... Geralmente as mais ternas delas...

“Não tenho o pé aqui, caso contrário não teria ido embora”... E com essa afirmativa vão-se partes doces de uma vida sem sentido... Saber nem sempre é duro como imaginar... É sempre pior... Como bem ilustrou o poeta na canção que dizia: “A vida realmente é diferente, quer dizer, ao vivo é muito pior” (Belchior)...

Não sei qual vazio me causa mais dor... Quiçá eu saiba a real dimensão dos abismos que me habitam... Difícil hoje seria dizer se alguma “peça” de minha existência é realmente significativa...

Há muito perdi a paleta de cores que me permitia desenhar “vaga-lumes por aí”...

O que eu espero do amanhã? Que hoje eu permaneça entre os vivos, entre os que respiram, que esse pequeno amontoado de caos um dia possa me permitir ver, em meus filhos, a cena completa...

Que sejam felizes aqueles de pés livres... Que sejam prósperos e que suas “cenas” possuam sempre todos os vazios preenchidos...

Amém!

E os drops de hortelã? Apenas parafraseando o Oswaldo e a Glória...

(05:02, 29.07.2013... “Para ‘W’. Ong Fu, com carinho”...)


(Obrigada pelas concessões, querida “Licença Poética”...)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

E eis que chega o momento em que você para e...


...Descobre que não há mais no que acreditar...

Que todas as promessas foram vãs...

Que toda aquela magia foi encenação...

Que todos aqueles "estou contigo" não passaram de "se me for conveniente"...

Que tudo que você via como "verdade" nos olhos alheios não passaram de mentira bem contada...

Que você jogou seus sonhos fora, sua vida fora, que desperdiçou seu tempo com quem não o valia...

Descobre que é só em si mesmo que se pode confiar...

Que pena... 

Alguns são covardes demais para admitir suas verdades...

Vida que segue Bebel... Vida que segue!!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

E mesmo quando você pensa que "tudo passou"...

... Algumas "lembranças" ainda nos perseguem...

Difícil de explicar... Só quem passou por determinadas coisas na vida sabe o peso que fica...

É como eu digo sempre: "Certas coisas sempre me cercam, sejam pro bem ou pro mal"...

Um dia eu queria ser uma pessoa normal, ter uma vida normal, como todo mundo tem...

Por hora... Vida que segue... 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Perdendo as forças...

E ontem eu chorei... E hoje também...

Ontem eu chorei tanto, senti tanta coisa, desliguei o celular e chorei, chorei, chorei até não aguentar e dormir...

Pedi a Deus orientação, blasfemei até, cuspi um tanto destas dores que me trazem em carne viva...

Não, não está nada fácil pra mim lidar com tanta coisa, tanta mudança, tanta solidão, angústia, medos, tristeza, oscilação de humor, raiva, nervosismo e tudo mais...

Tô me sentindo muito mal, perdida, sozinha, sei lá, nem cabe escrever sobre isso... Me dá um aperto ainda maior no peito...

Se a vida queria me quebrar, me humilhar, ralar minha cara na lama, parabéns, conseguiu...

Tô tão cansada... Mais psicologicamente do que fisicamente... É como se o peso da vida caísse sob minhas costas...

Não pensei que seria tão difícil aguentar tudo isso sozinha... Chegar em casa, dar de cara com o vazio, com o silêncio e não enlouquecer...

Não sou tão forte quando imaginava e muito menos o quanto dizem que sou...

Ontem senti falta até do pai que eu nunca tive, do meu vô que partiu tão cedo, do marido que nunca chegou, do colo que eu... Deixa pra lá...

Desliguei o celular pra que ninguém sentisse "vontade" de me ligar, de saber de mim, de cumprir protocolos... A vontade que eu tinha era de jogá-lo no lixo, junto com todo o resto...

Hoje eu saí de casa chorando, sentindo uma angústia imensa... Quase bati minha moto em outra moto num cruzamento... Chorei durante todo percurso até o trabalho e ao chegar lá voltei a engolir as dores, os dissabores e todo o resto... É melhor fingir que tudo está bem do que ter que explicar o que não tem explicação...

Agora estou aqui com uma vontade imensa de sair gritando, de me esconder num lugar bem longe, lá no alto da montanha mais distante e poder chorar tudo isso que eu não sei dizer, que eu não sei demonstrar... Tudo isso que eu só sei sentir...

Tô cansada de tanta espetada da vida, de tanto insucesso, de nunca ter paz...

Acho que Deus deve mesmo ser brasileiro e está acompanhando a copa das "sei lá o quê"...

Tô tentando ser forte mas tem horas que não dá pra fingir tranquilidade num mar tão bravio...

É fácil pedir pra que eu tenha calma, que seja serena, dizer que tudo vai terminar bem... Trocar de vida comigo ninguém quer...

Deixa pra lá né? Quem se importa... No fim é só você contra você mesmo...

Hoje eu não tô legal, não vou ligar o celular, não quero falar com pessoas, não quero fingir gentilezas... Hoje eu só quero o que for de verdade e, "de verdade", não há nada por aqui...

terça-feira, 11 de junho de 2013

E chega um ponto da caminhada em que o "desistir de tudo" é muito mais forte do que o "aguenta mais um pouco"...

Estou exausta, tanto física quanto emocionalmente...

Cansada de tantos tropeços, de tantas esperanças vãs, cansada de esperar o que nunca vai acontecer...

Sim, é a mesma situação de outrora... O que muda? Que agora existem "expectativas"... Melhor como fora antes... Assim não se espera nada, não se acumula tristeza, não se acredita em fadas, duendes e gnomos...

Passo mal todos os dias e com tudo isso não consigo parar de chorar...

Cansada, muito cansada...

Acho que Deus não mediu bem as consequências quando me deu essa responsabilidade...

Queria poder voltar no tempo, queria ter deixado tudo isso pra trás... Queria que nada disso existisse...

Cheguei num ponto em que acreditar fica tão difícil...

Dói em mim dizer tudo isso... Dói muito mais sentir...

E me perguntam se eu estou feliz... 

E me perguntam tanta coisa...

E eu me pergunto: Até onde eu ainda conseguirei ir?

Cansei, de verdade...

Que Deus tenha piedade do "inocente"... Não tem culpa... Não tem culpa...

E me disseram: Não sei quem sofre mais...

Eu só sei responder sobre o que eu sinto...

Mas tem razão quem diz que a culpa é minha... No fundo fui eu quem permiti que tudo isso acontecesse, fui eu quem permiti que meu mundo fosse invadido, fui eu quem invadi o "mundo" dos "outros", fui eu a intrusa, fui eu que me meti nos amores alheios, fui eu quem joguei baixo, fui eu a suja, a vilã, a vadia, e todas as outras atribuições do mesmo nível...

No fundo, eu cavei o meu abismo, eu cavei a minha cova...

Hoje eu desisto dos sonhos, das vontades, do resto de sombras dos desejos...

Cansei de alimentar essa doença, de viver esse vale de lágrimas...

Cansada, de verdade, muito cansada...

Nem peço mais que Deus tenha piedade de mim, só que proteja o inocente até seu primeiro suspiro, depois daí pode esquecer de mim...

Cansada, triste, insone, doente, suja, culpada...

Nada além disso...

terça-feira, 19 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tantas mudanças, tanta coisa jogada fora e, mesmo assim, ainda pulsa em mim esse querer...

Ontem, depois de voltar do Muay Thai (sim, eu comecei... rs), fiquei sentada no chão da sala de casa pensando...

Não sei se foi a situação do Chorão (que dizem ter morrido de amor e solidão), não sei se é por eu estar realmente me dedicando a mim e com isso as emoções estejam reviradas... Sei lá por qual motivo, mas me deu uma coisa aqui no peito...

Ontem, depois de muitos dias relutando, me debatendo, buscando rechaçar todo e qualquer pensamento sobre "determinadas coisas", pedi a Deus que me deixasse chorar, mas chorar aquele choro de soluçar sabe, pedi que me permitisse admitir que estava com vontade de pedir um abraço, de tocar a face, de sentir o cheiro, e, principalmente, de ver aqueles olhinhos que eu tanto quis perto de mim... Sim, Ele permitiu e eu chorei, e senti... Foram alguns instantes que eu me vi ali, tão exposta, tão "a flor da pele"... (ainda bem que a Tim estava com problemas...)

Fiquei ali, sentada, ouvindo "Céu azul", várias e várias vezes, e pensando, pensando, pensando...

Faz um tempo que não pensava assim em tudo isso... Eu ainda não consigo pensar direito, lembrar, é um mecanismo que minha mente criou pra ajudar meu coração a seguir... Mas pedi que Deus permitisse, pra que eu não sufocasse, pra que eu me permitisse desabafar...

Sou tão passional, de uma sensibilidade que nem sei explicar... E fiquei imaginando: Será que em algum momento existe um pensamento reverso? (de lá pra cá) Aí o pen drive travou e foi pra uma canção de Cazuza,  parecia que o universo apenas conspirava pro meu pensamento, a canção era "Quase um segundo"... E dizia: "Será que você ainda pensa em mim? Será que você, ainda pensa?"

Fiquei um bom tempo ali, com o celular na mão, sem lembrar o número e com a operadora "fora de serviço"... 

Não, não me fez mal esse "pensamento"... 

Em dado momento coloquei uma garrafa d'água (tomo muita água a noite) na minha frente e disse em voz alta: Queria que você estivesse aqui, na minha frente... Queria tocar teu rosto, olhar teus olhos, te abraçar... Hoje eu admito que queria...

Fiquei ali, olhando a garrafa, paralisada... Com um misto de saudade e de mais saudade ainda...

Pedi a Deus que o fizesse ainda mais feliz, que o protegesse e guiasse...

"De qualquer jeito seu sorriso vai ser meu raio de sol"...

E fiquei ali, até o sono me vencer... Pensando, lembrando... Sentindo uma saudade gigante "daquilo" que nem posso mais ver...

"Eu me flagrei pensando em você... Em tudo que eu queria te dizer"...

Enfim, eu precisava me permitir...

Vida que segue...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012