Bom, depois de tentar achar um tempinho pra escrever, eis que consegui...
Eu sempre gostei de escrever sobre o amor, sobre a magia, sobre o excesso, a falta, o descaso, mas sempre sobre o amor...
Quem sabe um pouco de mim também sabe que eu sempre fui intensa, sonhadora, cheia de cafonices românticas, criativa, inventiva, essas tolices tão típicas dos que são passionais... Sempre quis construir junto, caminhar junto, ter uma família minha, completa, cheia de amor e cumplicidade... E quem acompanha um pouco mais de perto sabe que não consegui kkkkk... Então, tenho "lugar de fala" pra toda essa loucura e desvairio rs...
Amei muito, sonhei muito, perdoei tanta coisa... Algumas vezes custo até a acreditar no tanto de coisa que já passei "em nome do amor"...
Tive relacionamentos longos, nem tão longos, alguns breves mas o sentimento sempre me permeou... Sempre fui intensa... Se estava com alguém era com presença mesmo, era pra tudo junto...
Amei até que falei "ah, chega"... Até que, anos depois encontrei o sentimento que me fez entender com quantas partes eu era capaz de amar...
Era a última chance que eu estava dando a mim, ao sentimento, ao destino, de me mostrar que era possível amar sem doer... E perdi!
Dentro de mim ficou uma parte congelada, como se eu não acreditasse mais...
Eu precisava entender, ter certeza, saber e??? Nunca soube... Nunca tive certeza...
Hoje, depois de todas as etapas vividas, sentidas e devidamente ignoradas, eu parei pra me despedir desta parte da minha vida...
Pra mim está sendo igual esta imagem que coloquei pra ilustrar o post... Um coração colocado pra devolução...
É um processo delicado "desamar"... É uma sensação de fracasso, de que poderia ter lutado, enfrentado os monstros, mas no fim eu amava sozinha...
Pode ser que a outra parte tenha sentido alguma coisa (eu duvido muito disso), mas a sensação que deixou foi sempre essa: Nunca te amei mas foi bom estar com você...
Demorei pra entender que era amor, demorei pra aceitar que era... E era!
Dói dizer adeus... Mesmo sendo a situação que é...
Eu precisava de respostas e elas nunca vieram...
Esse ano entrei numa pegada de "abrir espaço", de só deixar o que é possível, viável, o que traz paz e tive a oportunidade de ver o filme passar diante de mim... Pesei toda dor, todo sofrimento, toda falta... E mesmo quando suspirei de alegria, o filme me fez entender algumas coisas tão pontuais...
Todas as vezes em que houve a oportunidade de não me ferir a escolha foi ferir... Todas as vezes em que houve a oportunidade de me escolher eu nunca fui a escolha... Como se tudo em mim fosse merecedor do lixo emocional que existia no mundo...
Era só eu amando e fim!
Custei a entender o preço de amar assim... E ainda assim eu optei por não revidar...
Nunca souberam receber o que eu tinha a oferecer... Hoje eu quero dedicar o que há de bom em mim a mim...
Não sei o que a vida me reservou nem o que coloquei na minha programação reencarnatória mas, nessa vida, eu sempre amei sozinha...
Nem escrevo isso com tristeza, pois tive tempo de sobra pra amadurecer e entender que nunca foi, mas não deixa de ser triste perder a sensação de "pseudo reciprocidade"... Só que é impossível não enxergar os fatos...
Não sei se disse isso em voz alta mas vou repetir algumas vezes para internalizar: Você fez o que sabia, com os sentimentos que tinha e se não foi suficiente não é culpa sua...
Fechei meu baú de sentimentalidades e entreguei a chave nas mãos do destino... Eu não busco mais esse tipo de emoção, se acontecer acho que vou custar a entender...
Sábado, às 7:47 da manhã, vou me despedir deste amor (hora do eclipse solar) e esquecer que um dia sonhei tamanho absurdo... Estou reconstruindo minhas partes e preciso tirar o que não tem mais razão de ser...
Que sejam felizes os que amam mas pra mim o amor doeu, machucou, feriu, abandonou... Custou caro e não edificou... Deixou lições no lugar dos sonhos...
Vou me permitir lembrar até sábado... Quando eu abrir a mão, às 7:57, soltarei ao vento aquilo que foi sonho, desejo, paixão... Deixarei ir aquilo que não tem razão de existir...
Vá em paz!
(Ps: Esse texto só faz sentido pra mim... Eu estou escrevendo pra mim... Pq eu preciso ler pra entender... Não diz respeito a ninguém além de mim... Não precisa ser entendido pois só eu que preciso ler...)