segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sem comentário...

Blues do Elevador

Zeca Baleiro

Ora quem é que não sabe
O que é se sentir sozinho
Mais sozinho que um elevador vazio
Achando a vida tão chata
Achando a vida mais chata
Do que um cantor de soul

Sou eu quem te refresca a memória
Quando te esqueces de regar as plantas
E de dependurar as roupas brancas no varal
Só faz milagres quem crê que faz milagres
Como transformar lágrima em canção

Vejo os pombos no asfalto
Eles sabem voar alto
Mais insistem em catar as migalhas do chão
Sei rir mostrando os dentes
E a língua afiada
Mais cortante que um velho blues

Mas hoje eu só quero chorar
Como um poeta do passado
E fumar o meu cigarro
Na falta de absinto
Eu sinto tanto eu sinto muito eu nada sinto
Como dizia Madalena
Replicando os fariseus
Quem dá aos pobres empresta
A deus

Quero fugir...



Hoje eu acordei sufocada, com sensações esquisitas de toda ordem...
Uma angústia, um mal-estar, um choro entalado na garganta, uma raiva não sei de que, tantas coisas revirando dentro de mim...
Respiração difícil, ofegante, parecendo mesmo que algo tentasse me sufocar...
Queria gritar, fugir, sumir...
Nem isso eu posso...
Que Deus continue tendo misericórdia de mim e me fortaleça.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Preciso escrever... Pra não explodir... Pra não sucumbir... Pra não enlouquecer...



Passei toda uma vida acreditando que um dia seria arrebatada deste vale de sombras, e que todos os passos errados poderiam ser “arrumados”, colocados nos eixos... Como uma borracha mágica que tivesse o poder de consertar tudo... Uma borracha mágica que pudesse colocar tudo no seu devido lugar...


Os anos se passaram... Nada foi apagado... Os sonhos continuaram apenas “estrelas distantes”...  Nada se tornou realidade... Nada...


A criança que fui um dia pode até se orgulhar da minha capacidade de me manter “de pé” diante de tantos obstáculos, quiçá porradas, da vida, mas jamais aquela criança conseguiu ver felicidade nesta “pseudo adulta” que vos escreve...


É como se, de alguma forma, ser feliz não coubesse nos planos que a vida traçou pra mim...


A cada passo um punhal cravado, como se “felicidade não fosse mesmo coisa deste mundo”... Não coisa do MEU MUNDO...


Hoje eu precisei escrever pra não pirar... Pra tentar cuspir tanta frustração que tem me tomado peito e mente...


Não vou escrever mais... Não agora... Não sobre isso... A criança que um dia fui pode ficar horrorizada se já souber ler e vir aqui tanta tristeza, tanto desalento...


Dorme em paz minha criança... Dorme em PAZ...


(Deixemos que as lágrimas lavem o que for lodo... O resto, deixa pra lá..)


(Fabrine, 10.10.2013... 23:54... Sei lá porque... apenas deixando sair um pouco da angustia que me toma...)

Eu, a vida e todos os seus novos “de repentes”...



Cheguei a acreditar, em algum momento da vida, que iria engravidar de um grande amor neste ano de 2013 (como já contei aqui neste espaço) e que seria um momento de extrema felicidade... Um momento de plenitude... De realização...


“De repente”, eis que engravidei mesmo, e de um sentimento bom até, mas me deparei com todo o outro lado da moeda que eu não ousei jamais imaginar...


Passar por tudo isso sozinha me remeteu a tanta coisa que tava lá, esquecida num passado tão distante, vagando no “arquivo morto” do meu existir...


Sim, sou movida pela graça de Deus, pois não sei como estou aguentando passar por tudo isso sem enlouquecer...


Já senti dor física, emocional, e sabe-se lá quantos tipos mais... Uma solidão tão gigantesca que, por vezes, me engoliu, mastigou, deglutiu, esmagou...


Vaguei por unidades de saúde, conhecendo muitos “sabores” de remédios, filas, salas de espera, humilhação, gastos incontáveis, lágrimas, soluços, negativas... SOLIDÃO...


Vim até aqui passando por tudo aquilo que nunca quis, nem pra mim nem pra ninguém...


Infiltrei-me na vida de quem não mais queria, e comprei os momentos com um prazer insano, que só me mostrou que não representava muita coisa... Nada que alguém não pudesse fazer melhor... E isso me fez calar... Num silêncio que dói na alma, nos ossos e em todo o resto...


Engravidei e senti tanta coisa que nunca tive coragem de dizer, tanto medo, tanta angustia, tanta solidão, tanta coisa mesmo...


Nesse estado nos sentimos tão frágeis... Tudo nos atinge com tanta força...


Quantas vezes senti doer fisicamente e vim pra casa sozinha, tomando um remédio qualquer, chorando até adormecer e pedindo a Deus que não permitisse ser nada grave pois eu não tinha com quem contar... Quantas vezes fui sozinha ao atendimento médico por não ter sequer quem me levasse até lá... Quantas vezes eu passei mal, enjoei, tive dores, tontura e outras coisas e tive que ficar ali, calada, por só ter as paredes por testemunha?


É tão ruim viver isso assim...


Eu sonhei ter alguém que segurasse minha mão quando eu sentisse medo, que me abraçasse na hora de dormir, que me fizesse um chá, que me acompanhasse nas horas difíceis, nas fáceis também... Que me ajudasse a descer as escadas, que me trouxesse um leite morno pra diminuir a ansiedade... E no estágio em que me encontro agora, alguém que me fizesse massagem nas costas, que me ouvisse falar dos medos sem me recriminar nem dizer que sou pessimista ou “ruminante”... Só ouvisse, pois quando falamos libertamos os fantasmas que se aprisionam em nós...


Hoje eu precisei ir ao hospital tomar uma medicação para “amadurecer os pulmões” da minha filha que está apenas com 7 meses... Eu só queria não ter ido sozinha, não ter que lidar com os enjôos sozinha, nem ter que voltar pra casa e só encontrar as paredes novamente...


Não sei mais o que será da minha vida... Daqui a uns dias serei eu que terei que ir embora, por não ter ninguém pra cuidar de mim, de minha filha... É tão triste constatar isso... Que será assim... Que o sonho se partiu em mil pedaços, tão miúdos que nenhuma cola seria capaz de colar... E eu que pensei que “da outra vez” tinha sido difícil... Não, não foi... Eu tinha gente que me amava por perto e, mesmo dando errado, deu certo... Agora eu só tenho a mim, meus medos silenciosos (por que existe muita recriminação quando os manifesto), madrugadas frias e solitárias, dores avulsas – não compartilhadas... Não há mais “olhos-nos-olhos”, só um “tá bem?” atrasado... Só a confirmação do que eu não sonhava, mas imaginava...


E “de repente” sou apenas eu... Só eu...


Enjoada, cheia de edemas, dolorida, amedrontada, solitária, reprimida, machucada...


Somente eu...


Andando pelas ruas, correndo atrás de direitos, do mecânico, do borracheiro, de “remédios naturais pra curar a dor”...


Tudo tão vazio, tão oco, insosso, insípido, tudo sem razão de ser...


Eu, a mobília e um imenso mundo de incertezas...


Não imaginei nada disso... Nada mesmo...


Agora sem emprego, sem casa, sem rumo, sem apoio, só um “você sabia que ia ser assim, conforme-se”... Como se “conformar” fosse a única saída... Ao menos anda me parecendo a mais “conveniente”, a mais “fácil”...


E tudo se mostrou estranho do que eu conhecia...


E tudo que eu conhecia passou a parecer falso... Tudo passou a se apresentar como “de mentirinha”...


Não, eu não sou forte como pensam, mas também descobri que não tenho a alternativa de ser fraca... Não existe ninguém do outro lado da “fibra ótica”, só um “ocupado”, um “fora de área ou desligado”, um “distante demais”...


Apenas eu sozinha...


Tanto faz ficar ou partir, eu sempre estarei assim...


Não foi isso que eu imaginei que seria... 


E de agora em diante em que devo acreditar? Em que devo me apegar? 


Estou enfraquecida demais, dolorida demais, sozinha demais...


Não acredito mais...


Não há mais no que acreditar...


Não há mais o que esperar...


Só existe eu, um punhado de malas, um bebê e as incertezas todas...


“De repente” caem todas as fichas, todas as desculpas, todos os “panos quentes”... É só você e mais nada...


Não é união, são apenas “cordialidades”...


“Conforme-se”...


Poucas semanas me separam de momentos complicados, de momentos complexos... E o que me resta? “De repente... Não mais que de repente”...


Hoje eu chorei, pedi a Deus que me permitisse chorar até cansar e cuspir tudo aquilo que tanto anda me doendo... Acho que Ele me permitiu...


Meu silêncio, obediência, obscuridade, clandestinidade não fazem de mim um ser forte, fazem apenas com que eu me adapte, com que eu abaixe a cabeça, com que eu aceite que nada virá além deste “quase nada”...


Eu que siga, mesmo sem saber como...


Eu que cale, mesmo tudo dentro de mim gritando...


Eu que sinta as dores, e tome um chá “pra sarar a dor”...


Eu que entenda, que sou eu apenas...


Eu que busque forças em Deus, caso contrário... 


Apenas “de repentes”...


A juventude passa pra todo mundo, as superficialidades também... Um dia chega o momento de assumir as responsabilidades, encarar os erros de frente, tomar decisões difíceis, arcar com as conseqüências dos atos... Um dia a vida vai cobrar o preço, vai mostrar o tamanho da nulidade, da passividade, do ordinário que tanto julgamos “superlativo”...


Eu, um futuro incerto, um silêncio doloroso, um vulto do que tinha que ser e não foi, um velório de tudo que se “sonhou” e não foi, um surto de racionalidade, uma fragilidade escondida em “tudo bem”, ”eu resolvo”, “vai passar”, “não tenho alternativa”... São medos e angustias engolidos a seco por não terem coragem de se mostrar e sofrer represálias...


Eu, apenas eu e os “de repentes”...


Já bem disse o poeta: “Ainda é cedo amor, mal começastes a conhecer a vida”...


“De repente” seja isso... O “mundo” seja apenas “um moinho”...


Vou seguindo assim, fingindo uma força que não tenho, calando meus medos por medo, seguindo contando apenas com isso... Comigo e os meus “quase nadas”... Quem sabe “de repente” “há de apagar uma estrela no céu cada vez que ‘ocê chorar”... “O contrário também bem que pode acontecer, de uma estrela brilhar quando a lágrima cair”...


E “de repente” me veio a frase do Oswaldo: “Quando eu não estiver por perto canta aquela música que a gente ria... É tudo que eu cantaria, e quando eu for embora, você cantará”...


Sem mais... Sem mais...


(Escrevendo por não saber dizer... Escrevendo pra não enlouquecer... Escrevendo pra tirar de mim... “De repente, não mais que de repente”...)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Queria conseguir escrever o "Post 900"... Não deu... Só me restou engolir em silêncio...


Por Enquanto


Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei
Que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era prá sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba...

Mas nada vai
Conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem...

Mesmo com tantos motivos
Prá deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta prá casa...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tanta vontade de chorar... Tanta lágrima contida...



Eu queria um remédio pra sarar tudo isso...

Perdi... Mas não consigo seguir em frente...

Me odiando por isso...

Agora estou aqui, chorando um tanto, querendo fugir...

Pra onde Pai?

Ouve minhas preces e meus lamentos... 

Me tira deste turbilhão Senhor...

"Aqui" não me cabe mais...

Infelizmente, do lado de lá, o amor acabou...

Arranca isso de mim Senhor...

Arranca de mim...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Talvez eu seja... Esteja... Só queira... Só vi por aí e pensei em mim...

"Wish that i could cry
Fall upon my knees
Find a way to lie
'bout a home i'll never see



It might sound absurd
But don't be naive
Even heroes have the right to bleed
I may be disturbed
But won't you concede
Even heroes have the right to dream
It's not easy to be me"...

sábado, 24 de agosto de 2013

Não é nada não...

Tô indo ali... 

Querendo apenas me perder de tudo isso que insiste em me rodear... 

"Perder-se também é o caminho "...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mesmo quando a gente foge a vida insiste em nos ferir...

‪#‎perdendoforças‬

Que a vida nos seja justa...

Ontem, zapeando a TV, parei para ouvir uma pregação do Pe. Reginaldo Manzotti, onde ele cantava uma canção e, no meio dela, pedia para que se fizessem preces por algumas pessoas... O discurso foi mais ou menos assim:

"Peçamos a Deus que abençoe e auxilie na caminhada daqueles que se encontram amargos e desesperançosos, pois foram feridos em sua fé, traídos em sua confiança, abandonados em seus afetos... Peçamos por aqueles que trazem em si os traumas de terem sido molestados, violentados e abandonados por aqueles a quem mais amou... Cura Senhor as feridas daqueles que se encontram tristes e com seus corações feridos... Abrace agora quem está do seu lado, visualize esse alguém e destine a ele um gesto de amor... Cura Senhor as dores que os afligem... Cura Senhor!"

Quando a pregação terminou eu estava em prantos, totalmente remexida em minhas emoções... Ele não sabia mas orava por mim...

De alguma forma Deus está colocando anjos em minha vida...

Cura meu coração Senhor, cura...

(Essa Fabrine está muito abatida... Muito entristecida... Muito "nem sei o que"...)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Mais um capítulo da minha gestação... Da relação "Bel e Mamãe"...

Ontem, no final do expediente, senti um "movimento" intenso na minha barriga... Eram os primeiros chutinhos da minha Bel... 

De repente me peguei sorrindo por saber que mais uma etapa está se cumprindo...

É tudo tão "mágico"... Não saberia explicar... Só quem sente pra saber...

A noite, quando cheguei em casa, deitei na cama e me veio uma tristeza tão grande, sem querer comecei a chorar... Foi tão triste, um aperto tão grande no coração... As lágrimas caiam e me peguei imaginando situações de despedidas, de coisas que estou tentando sufocar... E como se soubesse o quanto meu coração estava sofrido ela começou a mexer, e mexer, e chutar... E minhas lágrimas viraram lágrimas de emoção, de alegria, por ver que eu não estava só... Era como se ela tentasse mudar minha atenção, meu foco... Me senti abraçada, acarinhada, protegida...

Não sei explicar a intensidade desta nossa relação mas sei dizer que é de uma beleza ímpar...

Mesmo do "nosso jeito", somos sim uma família... Mãe e filhinha...

Ainda bem que Deus está tendo misericórdia de mim...

Obrigada filha... Muito obrigada...

Amo, amo e amo muito você!!!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

E aí num dia cinza...

Vai essa pessoa entregar documentos pela Universidade e encontra um professor lá dos primeiros semestres de sua "passagem" por ali como estudante...

As perguntas de praxe: Como vai? Já formou e tá trabalhando por aqui? Em que setor? Seguiu mestrado, doutorado, tra lá lá?

As respostas de sempre: Vou bem sim, formei em 2010 mas o senhor sabe que nunca tive nada de afinidade com esse curso (engenharia agronômica), tô trabalhando aqui no laboratório de la la la, e não segui carreira não, agora sou "quase mãe"...

E a replica: Que bacana, até porque a gente vê muito out-door por aí de pós graduação mas nenhum pergunta: "Quer ser feliz?" E nem sempre a felicidade e a Academia são a mesma coisa...

E seguindo: Mas eu tô me inscrevendo pra começar outro curso, não sei se Direito ou Psicologia...

Replica: Olha, eu acho que você tem um perfil contestador, talvez lidasse melhor com psicologia, filosofia, história...

E a melhor parte da conversa...

Ele: Pelo que eu sempre observei do seu perfil, nas suas ações políticas e sociais pela Universidade você deve sim enveredar pelas ciências sociais... Você tem uma mente inquieta e contestadora... 

E seguiu-se um abraço, os desejos de felicidades e afins...

Puxa, ganhei o dia... Nunca imaginei que um professor que eu tanto admirei durante a minha graduação tivesse prestado atenção em minhas peculiaridades... E olha que ele nem era professor do meu curso. Tive aula com ele numa disciplina extra no curso de Administração...

Puxa, puxa, puxa... Tava mesmo precisando desse carinho...

Obrigada professor... Realmente eu tinha razões pra admirá-lo.

Yuuuuuupppiiiii...

Deu até saudades de mim...

Rsrsrs...

É tão ruim ter que dizer aquilo que o coração nunca quis proferir...

Vai.
vê se me esquece...
Tira meu nome da lista de telefone
Vai ver que o mundo anda tão bem
mesmo eu sem você, você sem ninguém
Eu vou por aí, vai se livra de mim
vai ver que é mesmo assim

Não tem nada de mágoa
o caminho da água também é cheio de pedras
E o rio não para
mas não tem nada de rio, de água, de pedra
Não tem explicação... Não tem nada não
Eu vou por aí, vai se livrar de mim
vai ver que é mesmo assim

Eu vou seguir a luz dos faróis que me lembram seus olhos
Vai ver que eles podem me ajudar a ver que não há de ser nada
Que não há de ser nada...
Eu vou por aí, eu vou por aí

Pior de tudo é que a gente ainda vai se ver
ando em ruas que não sei o nome pra me perder
Pior de tudo é que a gente ainda vai se ver
ando em ruas que não sei o nome
pra me perder...
Eu vou por aí, eu vou por aí...

(Ana Carolina)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aprendendo com a pequena Bel...

Filha querida...

Quando penso em ti meu coração se enche de alegria e ansiedade...

Não sei o que eu posso fazer para ajudar na tua jornada mas tenho plena certeza da tua missão na minha...

Cada vez que meu coração se entristece sinto como se tuas mãozinhas secassem minhas lágrimas, acariciassem minha face e "ouço" tua vozinha sussurrando "estou aqui mamãe, eu cuido de ti"...

Você me traz paz, me ajuda a ter forças pra prosseguir, me faz sorrir e se tornou meu objetivo de vida... Hoje não sei ser sem te amar, minha doce pequenina...

Que Deus me conceda as ferramentas necessárias pra te auxiliar, amar e estar sempre ao teu lado...

Obrigada filha por, mesmo nem tendo nascido ainda, ser uma luz tão intensa e bela em meu existir...

Te amo muito!

Obrigada Senhor por me permitir uma segunda chance...

Muito Obrigada!

Amém!

   

Cuspindo minhas dores - Parte 12458...

É, estive pensando sobre mim...

Depois de um choro convulsivo (e uma boa dose de desespero), resolvi escrever sobre as observações que fiz a meu respeito e que tanto adiei em dar materialidade, em dar palavras aos pensamentos...

Gostei de pouca gente e tive minha vida estilhaçada logo cedo (quem já leu esse blog já conhece o meu “filme triste”), e, depois de ir, aos poucos, “lambendo minhas feridas”, fui aprendendo a esperar “alguma coisa da vida”... Em determinados momentos eu até acreditei que seria mesmo possível “crer e receber”... Menina tola essa “eu”...

Meu terceiro relacionamento (e o mais duradouro deles) foi tumultuado, conturbado, mas eu acreditava que ia ser “pra sempre”, afinal, até ali, eu só tinha uma bela coleção de feridas não cicatrizadas... Após enfrentarmos tanta coisa juntos, até acidente de carro, ele resolveu partir e me deixar pra trás... Fui estudar fora por 2 anos e, no dia da minha formatura, ele disse que me amava, que se arrependeu e que queria “voltar pra casa”... Foi como se o sol se abrisse no meio da tempestade... Pediu-me um mês pra resolver suas “pendências” (terminar uma relação que tinha) e, enfim, voltar pra mim... Passaram-se 2 meses e ele “apareceu”, nem precisou me dizer boa noite, minha intuição falou por mim: “Ela tá grávida não tá?” “Sim, está”... E eu tive novamente que me acostumar que “felicidade não era pra mim”... ele optou em ficar com ela, em cumprir os protocolos, e, 7 meses depois ele foi embora... Pedi a Deus que me tirasse dali e ele assim o fez... Passei no vestibular e vim embora pra uma cidade distante... Era minha chance de recomeçar...

Seguiram-se 6 longos anos de uma promessa que me fiz de “nunca mais” deixar meu coração sentir, de nunca mais me permitir machucar... Até que um dia...

Foi o meu quarto relacionamento, foi o mais perto de felicidade que eu cheguei... Mas (sempre tem um “mas”), ele também resolveu partir... Nunca sofri tanto em minha vida, nunca algo doeu tanto... Volta e meia ele “aparecia” e a vida me dava uma trégua, e eu acreditava que “podia acontecer”... Mas nunca aconteceu... Ele nunca voltou... Brigamos feio, ele me ignorou por um tempo, e eu, iludida que sou, acreditei que tinha esquecido, que tinha morrido em mim... Até que um dia “de repente”, eu lancei um suspiro “por aqui”, ele atendeu e vivemos uma noite de amor como nunca tivemos antes... E aí a situação se inverteu...

Desta vez a “grávida” da história fui eu, e o que aconteceu depois? Como da outra vez, em que escolheram “seguir”, a situação se repetiu... Mesmo quando a posição se inverteu eu fui deixada pra trás...

Acho mesmo que não existe compensação pra mim nesta existência...

Um dia destes recebi um sms que dizia algo assim: “Esqueça as coisas boas e guarde as ruins, já que é assim que você gosta de viver”... Gostar? Eu tenho opção? Alguma vez já tive? Até quando sou o “lado mais fraco”, só me sobram as coisas ruins... O desaforo, a grosseria, o silêncio, a solidão, o ter que lidar com toda fragilidade que o momento traz incrustado em si... Sobrou-me alguma escolha em algum momento desta existência? Acho que não... Poderia sim ficar vivendo das lembranças dos “bons momentos”, mas alguém já se colocou na minha posição pra TENTAR entender que não é possível? Ah tá, me desculpem mortais, minha imortalidade é muito limitada...

Ontem eu não consegui ficar bem... Ontem, quando meu peito beirou o sufocamento, eu quis gritar por ajuda (e sempre faço parecer que é uma “coisa tosca”) e quando o fiz recebi de volta um soco no estômago... Chorei... Chorei muito... Chorei até doer os olhos... Até minha alma sangrar de tanto doer...

Há uns dias eu escrevi aqui que era “a mesma situação, só que piorada”, e será que alguém duvida mesmo que seja?

Preciso me livrar de tudo isso... Preciso arrancar isso de mim... Deve ter um limite para essas coisas descabidas... Eu devo ter um limite...

Esperar o que? Acreditar em que? Ter fé que vai acontecer o que? Um milagre?

Fabrine, quem se vai o faz por não querer ficar...

Quem fica deve entender isso de uma vez por todas... Você deve entender isso Fabrine...

Você superou uma vez, certamente o fará de novo...

Que Deus lhe permita ir embora daqui, como o fez da outra vez... Só que desta vez seu coração vai chumbado com concreto... Ninguém mais entra nele... NINGUÉM...

Tudo na vida tem um limite... Você deve estabelecer o seu também...

Chega de acreditar que amar é possível... NÃO É!

Concentre-se em quem realmente pode querer esse “amor” que existe em você... Sua filhinha... Sua pequena Bel...

Chega de alimentar o lobo que tanto te fere...

Todas as vezes que houve a possibilidade de alguém escolher entre te machucar ou a outra pessoa (qualquer ser vivo que fosse), você sempre foi a premiada... (Claro, “é assim que você GOSTA de viver”...)

Você precisa ir embora daqui... De perto desse circo que só te faz sofrer...

De uma vez por todas Fabrine, nada disso é pra você... Entenda...

Olhe pra você menina... Pare de se auto-flagelar... Não vale a pena...

Você acha mesmo que isso é amor? Você acredita mesmo em qualquer “final feliz” que lhes envolva? Pelo amor de Deus pare de se machucar... Não cabe mais em seu peito tanta dor... Extirpe isso de uma vez por todas...

Chega uma hora que é preciso ter, no mínino, uma pequena dose de instinto de sobrevivência...

(Viu aí Juan, você me decifrou nas primeiras frases... INFELIZMENTE é isso mesmo que eu sou: Emoção... E como dói ser assim menino... Como dói... Sinto-me como o “Maurício”, do Renato Russo...)

Que Deus me dê força pra resistir...

Permita Senhor, permita...

(Triste, muito triste... “Perdendo os dentes”...)

(Lembrando que neste texto, qualquer semelhança com a ficção é mera realidade...)


(Ah, não esquecer que o Blog me pertence, que esse desabafo me pertence e que a sua opinião não altera os fatos... Portanto: Edite-se, publique-se e cumpra-se...)